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Barueri e Santana de Parnaíba estão entre as mais ricas do estado

A Assembleia Legislativa de São Paulo e a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgaram, na terça-feira, 10, a 5a edição do Índice Paulista de Responsabilidade Social (IRPS) 2008, baseado nos dados municipais de 2006. O IRPS divide os 645 municípios paulistas em cinco grandes grupos, a partir de dados sobre riqueza, escolaridade e longevidade.


Para medir a riqueza de uma cidade foram levados em conta dados sobre o consumo de energia, o rendimento médio dos trabalhadores e o valor adicionado. Para a longevidade foram analisadas as taxas de mortalidade infantil e também nas faixas etárias de 15 a 24 anos e acima de 60 anos. Já o índice de escolaridade abrangeu a estimativa de jovens de 15 a 17 anos com ensino fundamental completo e com mais de 4 anos de estudo, além de jovens até 19 anos que concluíram o ensino médio, entre outros dados.

Barueri é a única representante da região oeste no grupo 1, que reúne as cidades com elevado nível de riqueza e também bons resultados nos aspectos avaliados. A posição foi conquistada com índices de 70 em riqueza, 72 em longevidade e em escolaridade. Ao seu lado, nesse grupo, aparecem cidades do interior, no entanto, também marcam presença a capital e São Bernardo do Campo, da Grande São Paulo.

Em resumo, o estudo mostra qual posição as cidades ocupam no ranking de cada indicador.
Barueri se destaca em todos eles. De acordo com o levantamento, a cidade é a 4a mais rica do estado. Logo em seguida aparece Santana de Parnaíba, em 5o.

Se no índice de riqueza a região se destaca, no quesito escolaridade fica a desejar. A melhor colocação das cidades da região fica para Cotia, que aparece em 48o lugar no ranking. Barueri aparece em 147a e Santana de Parnaíba em 553a. No índice de longevidade, a região também não teve tanto destaque. O melhor resultado é de Santana de Parnaíba, que aparece na 124a colocação. Depois, vem Carapicuiba, na 186a. Barueri aparece em 312o lugar.

Daqui a dois anos, quando será divulgado novos índices do IRPS, os parceiros vão avaliar dados sobre o Meio Ambiente nos municípios. "São Paulo não poderia deixar de dar o exemplo, seguindo a tendência mundial de avaliar formas de preservação do meio ambiente. E daqui a dois anos, poderemos avaliar o comportamento dos municípios também no setor ambiental", afirmou em entrevista coletiva, o presidente da Assembleia, deputado Vaz de Lima.

Longevidade

Na região metropolitana, a taxa de mortalidade infantil (por mil nascidos vivos) decresceu de 14,2 para 13,2, aproximando-se da média estadual, em 2006, de 13,3. A taxa de mortalidade perinatal (por mil nascidos) diminuiu de 14,6 para 13,3, patamar inferior à média do estado (14,2), em 2006. A taxa de mortalidade das pessoas entre 15 e 39 anos (por mil habitantes) decresceu de 1,86 para 1,54, sendo a média do estado, em 2006, de 1,48. A taxa de mortalidade das pessoas com mais de 60 anos (por mil habitantes) decresceu de 38,5 para 36,7, sendo a média do estado, em 2006, de 37,6.

Embora a taxa de mortalidade infantil na região tenha reduzido, mais da metade dos municípios continua apresentando patamares superiores aos da média do estado, o mesmo ocorrendo em relação à taxa de mortalidade perinatal, em que aproximadamente 64% dos municípios mostram índices mais elevados que a média estadual. Níveis elevados da mortalidade infantil são resultantes de fatores tradicionalmente associados à pobreza, como condições precárias de saneamento, nutrição e escolaridade materna, e sugere que grandes esforços ainda são necessários para a melhoria do atendimento materno-infantil.

No quesito longevidade, Santana de Parnaíba retrocedeu e perdeu posições no ranking, passado da 52a colocação para a 124a. Mesmo assim, seus índices permaneceram acima do nível médio estadual. Já Barueri registrou estabilidade no seu indicador agregado de longevidade, igualando-se à média estadual. O município recuou algumas posições nesse ranking, passado de 271a para 312a.

Escolaridade

O indicador de escolaridade da região metropolitana melhorou ao longo do período analisado. A região superou o patamar estadual (65), em 2006, mas pouco mais da metade de seus municípios permaneceu com índices inferiores a esse. Os menores indicadores foram encontrados em Itaquaquecetuba (39), Francisco Morato (46), Embu (48) e Rio Grande da Serra (48); no outro extremo encontram-se Cotia (78), Santo André (76) e São Caetano do Sul (96), que detém o maior escore de escolaridade entre os 645 municípios do estado.

Barueri acrescentou vários pontos nesse quesito, ficando acima da média estadual. A despeito desse desempenho favorável, o município perdeu posições no ranking dessa dimensão, passando de 141a para 147a. Santana de Parnaíba registrou situação inversa. O município teve avanços nessa dimensão, somando vários pontos no período de avaliação, embora tenha mantido seu índice inferior à média estadual, passando da posição 594a para 553a no ranking geral.

 

Fonte: Folha de Alphaville